Google Maps na Jornada para Casa

<div><img src=/biblioteca/originais/1330_capa.jpg></div>

Como uma amante da sétima arte por duas vezes ao ano fico ansiosa para conseguir tempo para conferir as novidades na "telona". Uma delas é em outubro, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, onde posso assistir a filmes que nunca chegarão a entrar em cartaz no Brasil ou ficam por pouco tempo e somente em algumas salas. E a segunda época são os 2 meses que antecedem ao Oscar.

O Oscar é esta festa feita para os americanos, que não estão preocupados com a opinião do resto do mundo. Repleto de situações que envolvem política, algumas premiações por “justiça” relacionadas ao passado de certos atores ou diretores, que não correspondem ao esperado para aquele ano. Sim, eu sei de tudo isso, mas mesmo assim gosto de assistir à cerimônia do tapete vermelho. E o que dizer do Oscar 2017 então? Aguardei até 2 horas da manhã para assistir à gafe de concederem por engano a estatueta à “La La Land”, filme leve e bem produzido, que era aposta da noite e logo em seguida perceberem que o envelope estava errado e o vencedor era "Moonlight". E coitado do vencedor da noite, porque no dia seguinte ninguém fala de "Moonlight", o assunto é o vexame. Foi muito divertido assistir aos tão organizados americanos envergonhados. Desculpem a maldade.

Como não estou muito preocupada com o que a academia decide, sempre tento assistir a todos os filmes indicados e definir o meu escolhido, e não foi "Moonlight". O filme que me encantou e levou às lágrimas foi "Lion - Uma jornada para casa".

Trata-se da história verídica do indiano Saroo Brierley, criado em uma região humilde de seu país, que se desencontrou do irmão aos 5 anos de idade, forçado a uma angustiante viagem de trem por horas até chegar, depois de muitas situações de bravura, a Calcutá. Sem saber dizer ao certo o nome da cidade onde morava e sem falar bengali, o idioma local, já que em sua região se fala o hindi, acaba adotado por um casal australiano. Vinte e cinco anos depois Saroo ainda é atormendato pelas lembranças da infância, e no desejo de reencontrar sua família, parte da Austrália para a jornada de volta a casa, como o título do filme.

E aqui chega o tema que quero abordar no artigo. Como a tecnologia mudou a história deste jovem. Sem o Google Maps jamais teria êxito em sua busca. Se você ainda não viu o filme e leu até aqui, eu peço desculpa pelos spoilers, mas é uma história real, então é possível saber do relato mesmo sem assistir ao filme. Não deixe de assistir ao filme por isso. Recomendo fortemente e pode se preparar para as lágrimas.

<div><img src=/biblioteca/originais/1330_1.jpg></div>

Minha relação de amor com o Google Maps vem de uma experiência simples que presencio, por exemplo, em minha aula de inclusão digital na <a href=http://www.apamsp.org.br/#>APAM</a>. E meu momento preferido nas aulas é quando mostro para elas o Google Maps. Vejo a alegria daquelas mulheres com a surpresa de encontrar na tela a foto de suas casas, que as imagens de satélite permitem, ou descobrirem que há um trajeto mais rápido e até ecônomico, usando o transporte público, de suas casas para destinos rotineiros.

Do simples relato da descoberta das minhas alunas na APAM à emocionante história de Saroo, a conclusão é que a tecnologia mudou para sempre nossas vidas.

Que a alegria das descobertas continue nos acompanhando, facilitando e até transformando histórias de vida, como aconteceu com Saroo.

A educação é claramente o fator que irá conduzir melhorias na economia a longo prazo. No futuro, software e tecnologia irão permitir que as pessoas aprendam muito com seus colegas. Mark Zuckerberg

Até a próxima!

Denise Maia

(*) A APAM - Associação de Apoio à Mulher é uma ONG, em São Paulo, que apoia mulheres carentes, ajudando-as com cursos de capacitação, que permitem gerar seus próprios recursos financeiros.

Contato

 Av. 9 de Julho, 5229 - 1º Andar - Itaim Bibi, São Paulo - SP, 01406-200


  (11) 4810-5338


contato@dmsdigital.com.br